Ácido hialurônico - Seguro e eficaz!

Você sabia que o ácido hialurônico é uma substância estrutural presente em organismos vivos – como o humano?

Em se tratando da nossa estrutura corporal, o ácido hialurônico corresponde a uma molécula de açúcar que se organiza como uma estrutura integrada aos tecidos, que atrai a água e que pode atuar como: um lubrificante tecidual, uma matriz básica ao auxilio na proliferação das células estruturais um auxiliar da absorção de impactos nas partes móveis do corpo, como as articulações.

Estima-se que 56% do ácido hialurônico do nosso corpo esteja concentrado na pele e nos tecidos de revestimento (como as mucosas e as gengivas), onde ele atua preenchendo o espaço entre as células, o que a mantém lisa, elástica e bem hidratada. Porém, com o tempo, sua concentração na pele diminui, o que causa o aparecimento de rugas e também ressecamento. 

É possível produzir o ácido hialurônico artificialmente pela fermentação de substratos vegetais. Esse ácido hialurônico sintético – que se assemelha muito ao que naturalmente compõe os nossos tecidos -  é utilizado na produção de uma enorme variedade de cosméticos tais como loções corporais, loções pós-barba, géis, shampoos e condicionadores de cabelos, cremes antirrugas e outros.

Para Kapoor et al (2011) as indicações do ácido hialurônico na forma gel de uso tópico, ao tratamento e a contenção dos sintomas de dor e desconforto, atende a grande maioria das feridas bucais associadas a:
  • Mucosite bucal
  • Úlceras e aftas recorrentes
  • Ulcerações gerada pela interação com agentes químicos e outros fármacos.
  • Ulcerações associadas a prática e uso de materiais restauradores
  • Ulcerações associadas aos aparatos protéticos e ortodônticos
  • Ulceações decorrentes de  doenças como o  liquem plano e a doença de Behcet's
  • Ulceras traumáticas
  • Ulcerações decorrentes da radio e quimioterapia
  • Lesões bucais comuns aos que padecem de Xerostomia (incluindo casos de Hepatite C e Sindrome de Sjogren)
  • Pós-vaporização tecidual de casos submetidos a tratamentos por laserterapia ou nos afastamentos e incisões clássicas (fase de pós – cirúrgicos), quando poderá ser aplicado sobre as linhas de sutura ou afastamento tecidual; para a proteção imediata das áreas manejadas.

No entender dos mesmos autores as vantagens dos géis tópicos de ácido hialurônico, quando comparados com substâncias de indicação similar à base de corticoides, envolvem aspectos locais (como não depositar corticoides sobre áreas submetidas a algum grau de contaminação tecidual, o que potencializaria um eventual curso indesejado para a cicatrização da ferida), além das vantagens sistêmicas para pacientes em situações pouco recomendadas para esse tipo de exposição aos corticoides (caso dos diabéticos, gestantes e crianças).
 
Algumas avaliações científicas referendam as vantagens dessa abordagem de tratamento, usando o ácido hialurônico e suas possíveis associações – como o Aloe Vera.
 
No estudo de Nolan et al., os autores avaliaram a eficácia de uma preparação tópica de ácido hialurônico (HA a 0,2% de concentração) no tratamento de ulcerações aftosas recorrentes em 120 pacientes, através de um estudo randomizado, controlado com placebo, duplo-cego. Os pacientes tratados com HA tópica apresentavam menos sinais de úlceras no 5º. dia da investigação, em comparação com os tratados com placebo (P <0,001). Além disso, a redução na ocorrência de novas úlceras foi menor no grupo tratado com HA desde o 4º. Dia, quando comparado com o grupo tratado com placebo (P = 0,047). As conclusões apontam para um incremento no alívio dos sinais e sintomas de desconforto, nos casos submetidos a essa terapêutica clínica, desde as primeiras horas pós – inicio do tratamento, o que se confirmou como estatisticamente significante, nos respectivos dias citados.
 
Lee et al., testaram a eficácia do gel tópico de 0,2% HA (ácido hialurônico) em úlceras bucais recorrentes. Foram investigados 33 pacientes com ulceração aftosa recorrente ou doença de Behçet. Os pacientes foram convidados a usar gel tópico de 0,2% HA - duas vezes por dia - durante 2 semanas. Os parâmetros subjetivos investigados incluíam o prazo ou tempo de resolução das mesmas e uma escala visual analógica (VAS) de cura para a dor. A avaliação objetiva considerou o número de úlceras, a área máxima da úlcera, e os sinais inflamatórios, as quais foram inspecionadas por um profissional de saúde especializado. 

Após 2 semanas, observou-se uma redução no número de úlceras em 72,7% dos pacientes. Uma redução no período de cicatrização da úlcera foi observada em 72,7% dos pacientes. Além disso, 75,8% experimentaram uma melhoria na VAS da dor. Dados objetivos aferiram uma diminuição na área  de exposição a úlceras de 78,8%. Entre os sinais inflamatórios, inchaço e calor local apresentaram melhora significativa após o início do tratamento até a sua finalização. 

Considerações Finais: 

A adoção de um protocolo para o tratamento de feridas bucais, com base em géis de ácido hialurônico, pode contribuir para a melhora dos sinais e sintomas de dor e desconforto associados a lesões e/ou feridas bucais. Essa abordagem terapêutica (no mínimo 2x/dia) representa uma opção mais segura e previsível perante o controle das adversidades indesejadas para quaisquer medicações e/ou protocolos escolhidos a essa modalidade de tratamento. 

A aplicação do ácido hialurônico não deve ser feita em indivíduos com hipersensibilidade conhecida ao composto (o que é raro, dado o fato de que essa é uma substância comum ao nosso organismo). Não há contraindicação quanto aos géis que contém ácido hialurônico em sua composição. Quando falamos na aplicação da substância, não existem estudos indicando se é seguro ou não para gestantes e lactantes. Estudos e protocolos da área de dermatologia sugerem que deva ser evitado no primeiro trimestre da gravidez, mas depois disso não existe uma  contraindicação.
 

Bibliografia sugerida:
  • Kapoor P, Sachdeva S, Sachdeva S. TOPICAL HYALURONIC ACID IN THE MANAGEMENT OF ORAL ULCERS. Indian Journal of Dermatology. 2011;56(3):300-302. doi:10.4103/0019-5154.82485.
  • Nolan A, Baillie C, Badminton J, Rudralingham M, Seymour RA. The efficacy of topical hyaluronic acid in the management of recurrent aphthous ulceration. J Oral Pathol Med. 2006;35:461–5.

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