De que adianta tratar se não nos ocuparmos em manter?

Ter sem manter, curar sem cuidar, tratar e logo após descuidar. Isso nos remete a alguma coisa das nossas vidas?

Talvez aos maiores exemplos cotidianos das disciplinas de saúde e da nossa própria rotina.  É o caso da pessoa que comprou o mais potente carro e deixou de fazer as revisões e os cuidados básicos do mesmo, ao longo do tempo, até o dia em que o veículo falhou e a abandonou em situação difícil no meio de uma auto-estrada. Significa que o veículo era ruim ou tinha tendência a falhar? Ou será que a negligência no seu trato foi o fator de influência direta nesta triste passagem? 

A questão é simples: em odontologia, como nesses outros exemplos, vale tratar sem manter? Exemplos e respostas do nosso segmento mostram que não.

Vamos aos exemplos da periodontia para melhorar essa ilustração que estamos propondo...

A DOENÇA PERIODONTAL

A doença periodontal é uma doença, de perfil crônico (ou seja, uma doença de evolução lenta, embora passível de “surtos ou picos” de maior desenvolvimento) 1. Ela se origina no estímulo da placa bacteriana (ou biofilme) acumulada e não removida da superfície dos dentes. Esse biofilme começa afetando o tecido gengival e pode levar, com o tempo, à perda dos tecidos de suporte dos dentes 2.

Os microrganismos responsáveis por esses eventos estão presentes na placa bacteriana dental. A doença periodontal pode afetar tanto os tecidos de suporte (gengiva) como os de sustentação (cemento, ligamento periodontal e osso) dos dentes. Quando a evolução da doença periodontal acomete os tecidos de sustentação, a doença migrou do seu estágio sem sequelas estruturais (gengivite), para o estágio mais avançado e ligado as perdas estruturais dos tecidos de sustentação (periodontite) 3.

A periodontite caracteriza-se pela perda de inserção do ligamento periodontal e pela consequente destruição dos tecidos ósseos adjacentes. A convivência com a periodontite favorece o agravamento dessa doença e pode culminar na perda dos dentes.

Neste estágio é comum notarmos, além dos depósitos de biofilme, um acúmulo de tártaro (ou cálculo dentário), associado ao processo de destruição destas estruturas. Isso colabora para a formação de bolsas periodontais que podem levar à mobilidade dentária, retrações das gengivas, lesões de furca (perdas ósseas entre raízes de um mesmo dente), migrações dentárias patológicas – típicos indicadores do agravamento dessa morbidade 4. 

Uma vez instalada, a doença periodontal tem o seu desenvolvimento mais acelerado em pacientes diabéticos, imunossuprimidos e em fumantes, por exemplo, salientando a influência dos fatores sistêmicos no curso desse grave problema da saúde.3

MUDANÇA DE HÁBITOS

O tão propagado tratamento, desse conjunto de morbidades periodontais, envolve a reestruturação de hábitos e da adoção de uma rotina de auto-cuidados diários mais eficiente.

Essa rotina é pormenorizada tanto pelo estabelecimento de uma frequência mínima de duas rotinas diárias de higiene bucal, como na seleção e na individualização dos recursos para cuidados bucais diários (escovas, fio dental, limpadores linguais, dentifrícios e colutórios), conforme o perfil e as necessidades de cada paciente 5.

Além disso, nesta fase de enfrentamento da doença periodontal, entra em campo o profissional da odontologia e o seu conjunto de práticas clínicas para a descontaminação da estrutura dentária, através da raspagem, alisamento e polimento dentário 5.

Essas atitudes terapêuticas, em grande parte das vezes, são suficientes para interromper o ciclo evolutivo da doença periodontal, desde que acompanhados após a reavaliação dos pacientes tratados do mais adequado controle e manutenção das estruturas dentárias e periodontais tratadas nesta primeira etapa da terapêutica proposta para o controle dos danos periodontais 6. 

Falhas ou descontinuidade das medidas de manutenção podem ser tão fatais aos dentes, ao periodonto e ao bom estado bucal, quanto a negligência no tratamento da doença periodontal, a doença que mais afeta a população em todo o mundo 3,6.

Para não haver falhas nesta etapa de manutenção e controle do bom estado bucal, são indispensáveis:
  • Visitas regulares ao cirurgião-dentista para aferição de quaisquer novos sinais de doenças ou desequilíbrios dos dentes, periodonto e demais tecidos bucais e revisão sobre as atitudes de auto-cuidados praticadas pelos pacientes nesse intervalo de retorno a clínica. Quanto ao prazo, nunca superior a 6 meses ou em conformidade com as instruções do profissional da odontologia que o acompanha 5,6.
  • Utilização de recursos orientados e indicados ao apoio nesta fase de manutenção da saúde obtida pelas intervenções do tratamento anterior. Além das escovas (incluindo as comuns e as interdentais – em perfil adequado ao tamanho dos espaços bucais disponíveis a cada caso), profissionais e pacientes deveriam se apoiar em substâncias, disponibilizadas por colutórios e dentifrícios, aptos a cooperar com a oferta de agentes terapêuticos anti-placa, que atuem no fortalecimento das estruturas dentárias e que ofereçam proteção e oportunidade de melhor reparo aos tecidos bucais adjacentes 5,6.

GINGIKIN PLUS - INDICADO PARA GENGIVAS DELICADAS

Um bom exemplo desse tipo de produto adequado a complementação da rotina de manutenção bucal, pode ser vista na combinação oferecida por Gingikin Plus (em versões para dentifrício e colutório).

GingiKin Plus é um anti-séptico bucal contendo cloreto de cetilpiridínio (agente anti-séptico), flúor, provitamina B5 e sal de zinco; um conglomerado de substâncias ativas que age para controlar os microrganismos do biofilme dental, ao mesmo tempo em que oferecem proteção e melhores condições de revitalização dos tecidos das gengivas e a outros tecidos bucais. O flúor é aliado dos agentes anti-placa e dos de proteção do tecidos, favorecendo a prevenção da cárie. 

Na sua forma líquida (enxaguatório bucal), permite alcançar áreas inacessíveis proporcionando ação anti-séptica em toda a boca. No caso do creme dental, sua abrasividade equilibrada e adequada, combina com a oferta de segurança e a possibilidade de uso seguro por longo prazo, dessa linha de apoio a demanda de controle e manutenção da saúde obtida com o tratamento odontológico.

PREVENÇÃO É A CHAVE DO SUCESSO!


Como se vê, não basta tratar com eficiência. Saber manter e controlar é tão importante ao bem estar, quanto a propagada fase de tratamento das doenças.

Essa é a regra do bom cuidado bucal em qualquer parte do mundo.

Vamos praticar?! 


Bibliografia Sugerida:
  • Lotufo, RFM & Lascala Jr., NT: Periodontia e Implantodontia – Desmistificando a Ciência (Artes Médicas – SP), 542p.(2003).
  • Gesser, Hubert Chamone, Marco Aurélio Peresb, and Wagner Marcenesc. "Condições gengivais e periodontais associadas a fatores socioeconômicos." Rev Saúde Pública 35.3 (2001): 289-93.
  • Carvalho, Ana Eunice, I. G. Santos, and Vanessa Frazão Cury. "A influência do tabagismo na doença periodontal: revisão de literatura." SOTAU Revista Virtual Odontol 2.5 (2008): 7-12.
  • Almeida, Ricardo Faria, et al. "Associação entre doença periodontal e patologias sistêmicas." Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar 22.3 (2006): 379-90.
  • Ferraz, Cid Periodontia – EAP/APCD (Artes Médicas – SP), 266p. (1998).
  • Campillo, MC Mantenimiento periodontal: objetivo, eficacia y protocolos clinicos: IN: Revista Gaceta Dental . Set 2011. Acesso em: http://www.gacetadental.com/2011/09/mantenimiento-periodontal-objetivo-eficacia-y-protocolos-clnicos-25548/

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